Entre 8 de abril e 22 de novembro de 2025, a Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto, transformou-se no ponto de partida de Uma viagem pelo asfalto. O rock no Porto nos anos oitenta: uma exposição dedicada a uma década em que o rock ecoou pelas ruas da cidade e ajudou a moldar identidades.
A mostra reuniu um mosaico de memórias fotografias, cartazes, recortes de jornais, fanzines e capas de vinil, destacando bandas como os GNR, os Taxi e os Trabalhadores do Comércio, entre outras
Através destes materiais e de objetos emblemáticos, o percurso expositivo assumiu-se como um fragmento vivo de história, traçando um roteiro pelos sons, pelos locais de culto, pelas tribos urbanas e pelo espírito irreverente que marcou os “rebeldes” dos anos oitenta.
Após o encerramento da exposição, este site mantem-se como prolongamento dessa experiência, permitindo revisitar e explorar cada paragem desta rota sonora.
Esta zona foi alimentada pelo desenvolvimento da cidade pelos centros comerciais: Brasília, Dallas e Parque Itália. Os shoppings foram espaços que potenciaram eventos culturais, festivais, galerias de arte, discotecas: Swing, Lá Lá Lá, Coqueiro, Griffon’s, Strong. Os shoppings foram a extensão da comunidade em que operavam, adaptando-se às necessidades das tribos que os usavam. E funcionaram numa lógica de hub – especialmente numa época em que ainda não se falava de economia criativa.
A Foz tinha o Indústria e a Dona Urraca (Pop). Tinha o mar e a Praia dos Ingleses. Era roteiro certo para se acabar a noite aos fins de semana nas badaladas discotecas. A Foz sempre foi local de dança, mas a revolução da noite veio somente com o Indústria e a sua programação seleta de música eletrónica e festas temáticas. Mesmo junto ao Centro Comercial da Foz onde existiam lojas de roupa da Manuela Tojal e da Maria Gambina.
Epicentro fundamental da boémia e do lazer portuense nos anos 1980. Adensou essa vocação com a programação intensa e inovadora do Aniki Bobó e do Meia Cave, sempre seguidos muito de perto pelo Meu Mercedes é Melhor que o Teu e o Armastrondo. Foi neste núcleo que a ideia de noite, de cosmopolitismo estético e transdisciplinar começou a brotar, adensando uma noite feita de moda, de design, de música alternativa e de experimentações várias.
Parte da Casa Comum do Rock | +351 220 408 000 | cultura@reit.up.pt
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